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As cidades cresceram, as populações se amontoaram em um aglomerado desarranjado. Sinal, engarrafamentos, lixo, favelas e mais favelas. A isto se dá outro nome inchaço. As cidades se modificam desenfreadamente e muitos nomeiam de desenvolvimento!

Desenvolvimento tem outro aspecto, uma estrutura mais organizada, de acordo com que crescem as populações, crescem os meios de dar condições a população a ter acesso a boa moradia, trabalho, educação, saúde etc.

Em meio às guerras eis que surge uma ferramenta que anos depois se mostraria com outro formato, ou seu uso seria administrado para outros fins.

A possibilidade de utilizar os olhos de águia e ver por cima a circunstâncias que o espaço está sendo organizado, ocupado. Viu-se que havia uma desestruturação de como estava a ocupação territorial.

A visão espacial mexeu em muitos aspectos com o gerenciamento do desenvolvimento territorial.

Mas o que fazer onde já há ocupação, é fácil e simples começar do zero planejando, e planejar o que já está feito?

Mexer com estruturas que não são só concreto, tijolo areia e emaranhado de ferro é preciso muito mais esforço, pois conscientizar pessoas a mudar seu padrão de vida, consumo, e sociabilização não é tarefa para ferramentas computacionais é tarefa para os analistas e equipes direcionadas a dar soluções em meio ao caos.

Quando se pede uma solução é porque há um problema, e nem sempre as soluções computacionais de maneira fria enxergam a alma urbana, o antropizador!

Poderíamos mexer, como já se mexe, com as redes neurais que aprendem e dão soluções diversas de acordo com o problema apresentado!

Mexer com classificação de imagens que nos diz onde é o que e para que lado fica!

Modelar arranjos de como melhor se adequariam as favelas em meio a cidades belas!

Modelar soluções em meio a enchentes!

E modelar a mente do ser que ainda não entendeu, pode ser SR, geoprocessamento, mas sem mudar a maneira e os padrões serão ferramentas poderosas em mãos de gente habilidosa que servirá para mapear, arquitetar, orientar, especializar, estudar a fundo sem ir no fundo do problema!

Quem está envolvido, sabe como agir?Sabe deixar de jogar lixo em barrancos, nas ruas, sabe construir favelas humanizadas com padrões de bairro?Porque já ta construído, não vai se detonar tudo, mas pode-se rearranjar!

E para isto não bastam mapas, tem que ter gente, falando com gente, questionando gente e mobilizando gente a agir de modo que aqueles modelos se tornem reais porque são reais baseados em dados reais, não só de espaço, e alimentação de dados, mas criação de um banco de dados útil e interconectado para ser processado não só nos computadores e com mentes brilhantes que arranjam e modelam, mas com gente que antropiza (modifica o meio tendendo a humanização, seja urbano, rural ou só uma ação que gera reação com interferência humana).

Escrevi isto assim porque sou a favor do Geoprocessamento do SR fazendo parte da reordenação territorial, ou como ferramenta de suporte com outros fins que qualificarão as formas de tecer a ocupação do solo. O que tá feito tá feito, dá para minimizar problemas ou maximizar soluções?Claro, então ótimo agora faça a população entender que este negócio não é inacessível, mas sim possível.

 

 

 

 

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Comment by RoniReis on July 16, 2012 at 11:44am

Muito boa tua percepção, Nara! Evidenciando que: a tecnologia existe para auxiliar e melhorar as atividades do homem, pois elas por si só não bastam! Então o desafio é sempre este: conciliar as Ferramentas Tecnológicas às boas intenções e AÇÕES para então solucionarmos problemas e organizarmo-nos de forma mais justa.!

Sigamos adiante!

R.R.

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